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Vida

Ergonomia: Mesa, Cadeira e Tela

As medidas do seu posto de trabalho calculadas pela sua altura, desenhadas em escala. E duas correções que valem mais que qualquer número: não existe uma postura correta, e óculos de luz azul não reduzem cansaço visual.

Desenho em escala Mesa, cadeira e monitor O que a evidência apoia Sem cadastro
Atualizado em 26 de agosto de 2026

A melhor postura é a próxima. O problema principal não é o ângulo do joelho nem a curvatura exata da lombar — é permanecer imóvel na mesma posição por horas. As medidas abaixo servem como ponto de partida confortável, não como posição a ser mantida: trocar de posição com frequência e levantar periodicamente pesa mais que acertar qualquer ângulo.

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Telas maiores pedem mais distância.

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O que a evidência apoia e o que não apoia

Quando o desconforto não é postural. Dor que irradia para o braço com formigamento ou perda de força, dormência persistente nas mãos, dor de cabeça que mudou de padrão e visão dupla ou embaçada que não melhora com pausas são sinais para procurar avaliação — não são resolvidos por regulagem de cadeira. O mesmo vale para dor que acorda a pessoa à noite.

Última revisão do conteúdo: 26 de agosto de 2026.

Perguntas frequentes

Existe uma postura correta para trabalhar sentado?

A ideia de uma postura única e correta não se sustenta bem, e a formulação que a substituiu é mais útil: a melhor postura é a próxima. O problema principal não é o ângulo do joelho ou a curvatura exata da lombar, e sim permanecer imóvel na mesma posição por horas — a carga estática sobre discos, músculos e tendões se acumula justamente pela ausência de variação. Estudos que compararam intervenções posturais rígidas com estratégias de movimentação encontram resultados mais consistentes para as segundas. Isso não torna a regulagem inútil: um posto muito fora de escala força posições extremas e cansa mais rápido. A leitura sensata é usar as medidas como ponto de partida confortável, e depois trocar de posição com frequência, levantar periodicamente e alternar tarefas.

Óculos de luz azul ajudam no cansaço visual?

Ensaios clínicos não encontraram benefício, e essa é uma das conclusões mais bem estabelecidas do assunto. Revisões que reuniram estudos comparando lentes com filtro de luz azul e lentes comuns não identificaram diferença relevante em sintomas de cansaço visual durante uso de computador. O motivo faz sentido quando se olha a causa: o desconforto vem principalmente da redução da frequência de piscadas diante da tela, que resseca a superfície do olho, e do esforço sustentado de acomodação para focar de perto — nenhum dos dois tem relação com o comprimento de onda da luz. Vale a ressalva de que luz azul à noite realmente afeta o ritmo circadiano e o sono, o que é uma questão diferente e não se resolve com lentes durante o dia de trabalho.

A regra 20-20-20 é comprovada?

É uma regra mnemônica com mecanismo plausível e evidência direta modesta, e vale apresentá-la assim. A formulação pede que a cada vinte minutos se olhe para algo a cerca de seis metros por vinte segundos, e os números foram escolhidos por serem fáceis de lembrar, não por terem saído de um experimento que testou justamente esse intervalo. O que tem apoio consistente é o mecanismo por trás dela: olhar para longe relaxa o esforço de acomodação, e afastar os olhos da tela restaura a frequência de piscadas, que cai bastante durante uso concentrado. Ou seja, fazer pausas visuais ajuda; que precisem ser exatamente de vinte em vinte minutos é convenção. Qualquer padrão de pausas regulares cumpre o mesmo papel.

Tela causa dano permanente à visão?

Em adultos, não há evidência de que uso de telas cause dano estrutural permanente — o desconforto é real, mas reversível, e desaparece com pausas e correção de fatores ambientais. Em crianças e adolescentes a conversa é diferente, e a associação mais estabelecida não é exatamente com telas: é com tempo insuficiente ao ar livre. Estudos populacionais e ensaios que aumentaram deliberadamente o tempo externo mostraram redução na incidência de miopia, com efeito atribuído sobretudo à exposição à luz natural em intensidade alta. O trabalho de perto contribui, mas o fator com evidência mais forte é a falta de tempo fora. A recomendação prática que emerge disso é menos sobre restringir tela e mais sobre garantir horas ao ar livre.

Minha mesa é alta demais. O que faço?

Essa é a situação mais comum, porque mesas comerciais costumam ser fabricadas numa altura padrão que serve confortavelmente a pessoas de estatura acima da média. A solução prática inverte a ordem intuitiva: em vez de baixar a cadeira até os pés alcançarem o chão, sobe-se a cadeira até que os cotovelos fiquem na altura da superfície de trabalho, e resolve-se o vão embaixo com um apoio para os pés. Uma caixa firme ou uma resma de papel funcionam bem enquanto não houver um apoio dedicado. Baixar a cadeira para acomodar os pés força os ombros a subirem e concentra tensão em pescoço e trapézio, que é justamente a queixa mais frequente de quem trabalha sentado. Se o teclado ainda ficar alto, uma bandeja sob a mesa resolve.

Alturas calculadas
Derivadas de proporções antropométricas médias em relação à estatura. Assento ≈ 26% da altura; superfície de trabalho ≈ 41%; altura dos olhos sentado ≈ assento + 45% da altura
Natureza das medidas
Ponto de partida, não posição a ser mantida. Proporções corporais variam entre pessoas com a mesma estatura, e o critério final é o conforto
Distância da tela
Ao menos o comprimento do braço, aumentando com o tamanho da tela. Topo do monitor na altura dos olhos ou pouco abaixo
Óculos de luz azul
Revisões de ensaios clínicos não encontraram benefício para cansaço visual em comparação com lentes comuns
Regra 20-20-20
Mnemônico com mecanismo plausível e evidência direta modesta. Pausas visuais regulares têm apoio; os intervalos exatos são convenção
O que a página não faz
Não avalia dor, não substitui avaliação de fisioterapeuta ou ergonomista e não considera condições de saúde específicas
Publicado em
26 de agosto de 2026
Próxima revisão
fevereiro de 2027
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Aviso. Esta ferramenta é informativa. Dor persistente ou sintomas neurológicos merecem avaliação profissional, e nenhuma regulagem de mobiliário substitui isso.