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Risco

Critérios de Síndrome Metabólica

Os cinco critérios verificados um a um — e, mais útil que a contagem, a distância de cada medida até o seu ponto de corte. Porque dois critérios com os outros três longe do limite é uma situação bem diferente de dois com os outros três a um passo.

5 critérios Dois conjuntos de corte Distância até o limite Sem cadastro
Atualizado em 26 de agosto de 2026

Não existe medicamento para síndrome metabólica. O que se trata são os componentes, um a um, com as mesmas condutas que valeriam se cada um aparecesse isolado. O rótulo serve para chamar atenção sobre um agrupamento que soma risco — não abre uma via terapêutica nova, e quem tem um componente alterado precisa cuidar dele preenchendo critérios ou não.

Seus dados

Sexo

1 — Circunferência da cintura No ponto médio entre a última costela e o topo do osso do quadril.

cm

2 — Triglicerídeos De jejum. Marque o botão se usa medicação para isso.

mg/dL

3 — HDL colesterol O corte é diferente para cada sexo.

mg/dL

4 — Pressão arterial Basta uma das duas passar do limite. Marque se usa anti-hipertensivo.

sis.
dia.

5 — Glicemia de jejum Marque se usa medicação para glicemia.

mg/dL

Três detalhes que mudam a conta

Cada componente tem caminho próprio. Pressão alta se trata como pressão alta, triglicerídeos elevados como dislipidemia, glicemia alterada como pré-diabetes — e a avaliação de cada um envolve exames e decisões que não cabem numa página. O que a evidência apoia de forma transversal é atividade física regular, que melhora vários dos componentes ao mesmo tempo, e sono adequado, cuja restrição piora a sensibilidade à insulina de forma reprodutível.

Última revisão do conteúdo: 26 de agosto de 2026.

Perguntas frequentes

A síndrome metabólica tem tratamento próprio?

Não tem, e essa é a informação mais útil sobre o rótulo. Não existe medicamento para síndrome metabólica: o que se trata são os componentes, um a um, com as mesmas condutas que seriam adotadas se cada um aparecesse isolado — pressão alta se trata como pressão alta, triglicerídeos elevados como dislipidemia, glicemia alterada como pré-diabetes. O diagnóstico serve para chamar atenção sobre um agrupamento que costuma andar junto e que soma risco cardiovascular, não para abrir uma via terapêutica nova. Há uma consequência prática nisso: quem preenche critérios não precisa de nada diferente do que precisaria de qualquer forma, e quem não preenche mas tem um componente alterado precisa cuidar dele do mesmo jeito.

Qual medida de cintura vale no Brasil?

Essa é uma pergunta sem resposta única, e ela muda resultados de forma concreta. O conjunto de critérios mais antigo e mais citado usa valores derivados de população norte-americana, com pontos de corte mais altos. Já a federação internacional de diabetes recomenda pontos de corte específicos por origem populacional, argumentando que o risco associado à gordura abdominal aparece em medidas menores em vários grupos — e, na ausência de dados próprios suficientes para populações sul-americanas, recomenda usar os valores mais baixos derivados de populações do sul da Ásia. O efeito prático é direto: um homem brasileiro com noventa e cinco centímetros de cintura preenche o critério por um conjunto e não preenche pelo outro. Esta página calcula os dois e mostra quando eles discordam.

Estar em tratamento conta como critério positivo?

Conta, e esquecer isso é um erro frequente que produz falsos negativos. Se alguém toma medicação para pressão e por isso está com a pressão em valores normais, o critério de pressão continua positivo — porque o que ele identifica é a existência da alteração, não o valor de hoje. O mesmo vale para quem usa medicação para triglicerídeos, para HDL baixo ou para glicemia. A lógica é simples: o tratamento corrigiu o número, mas não apagou a condição que motivou o tratamento. Contar apenas os valores atuais faria com que uma pessoa bem tratada parecesse ter menos critérios que antes de começar a se cuidar, o que inverteria completamente o sentido da avaliação.

Ter dois critérios é tranquilo?

Depende muito de onde esses valores estão, e é por isso que contar critérios é uma leitura incompleta. Dois critérios preenchidos com os outros três bem distantes de seus limites é uma situação bem diferente de dois critérios preenchidos com os outros três a um passo do corte — e a contagem trata os dois casos como idênticos. A mesma limitação aparece dentro de cada critério: uma glicemia de cento e um e uma de cento e vinte e quatro contam igual, apesar de significarem coisas diferentes. Nenhum dos limites é uma fronteira biológica; são convenções úteis traçadas sobre variáveis contínuas. Por isso esta página mostra a distância de cada medida até seu corte, e não apenas se ele foi ultrapassado.

O rótulo é útil ou é só um agrupamento?

A utilidade do conceito é debatida há bastante tempo entre especialistas, e vale conhecer os dois lados. Quem defende argumenta que o agrupamento chama atenção para um padrão que compartilha mecanismos, sobretudo resistência à insulina, e que reconhecer o conjunto ajuda a não tratar cada peça isoladamente ignorando o quadro. Quem critica argumenta que o risco cardiovascular do conjunto não parece maior que a soma dos riscos das partes, que os pontos de corte são arbitrários, e que o rótulo não muda conduta alguma — já que cada componente é tratado do mesmo jeito com ou sem ele. Na prática, o mais defensável parece ser usar os critérios como lembrete de olhar o conjunto, sem atribuir ao rótulo um significado que ele não carrega.

Definição usada
Três ou mais dos cinco critérios caracterizam a síndrome, conforme o formato consolidado após o consenso conjunto de sociedades
Cintura
Dois conjuntos: valores mais altos do critério norte-americano (102 cm para homens, 88 para mulheres) e valores específicos por população da federação internacional de diabetes (90 e 80), recomendados para sul-americanos na ausência de dados próprios
Demais critérios
Triglicerídeos ≥ 150 mg/dL, HDL < 40 (homens) ou < 50 (mulheres), pressão ≥ 130/85 mmHg, glicemia de jejum ≥ 100 mg/dL — ou tratamento em curso para qualquer um deles
Sobre o rótulo
Não há tratamento específico para a síndrome. Cada componente é tratado individualmente, e a utilidade do conceito é debatida entre especialistas
Limitação da contagem
Critérios são binários e ignoram a magnitude. Os pontos de corte são convenções sobre variáveis contínuas
O que a página não faz
Não diagnostica, não avalia risco cardiovascular individual e não orienta tratamento de nenhum componente
Publicado em
26 de agosto de 2026
Próxima revisão
fevereiro de 2027
Seus dados
O cálculo roda no navegador. Nada é enviado nem armazenado.
Aviso. Esta ferramenta é informativa e não substitui avaliação médica. Cada componente exige avaliação própria, com exames e decisões que dependem do quadro completo.