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Risco

Contador de Doses Padrão

Quantos gramas de etanol e quantas doses padrão há no que você bebeu, com a comparação entre as porções que se servem por aqui. A conversão costuma surpreender — porções comuns valem bem mais de uma dose.

Porções brasileiras Gramas de etanol Padrões internacionais Sem cadastro
Atualizado em 26 de agosto de 2026

Esta página não calcula alcoolemia — de propósito

A legislação brasileira adota tolerância zero: dirigir após consumir qualquer quantidade de álcool configura infração, e não existe um número de doses que devolva a permissão.

Além do aspecto legal, há o funcional: reação, julgamento de distância e atenção começam a se alterar em concentrações baixas, antes de qualquer sensação de embriaguez — e a percepção de estar apto é uma das primeiras coisas afetadas.

Se bebeu, a decisão já está tomada: outra pessoa dirige.

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O que não acelera a eliminação

Se a relação com a bebida virou uma preocupação. Beber mais do que pretendia, tentar reduzir sem conseguir, ou perceber que o assunto ocupa espaço são situações comuns e que têm caminho — o SUS oferece acompanhamento gratuito nos CAPS AD, presentes em boa parte dos municípios, e a atenção básica também acolhe esse tipo de queixa. Procurar ajuda cedo é bem mais simples que depois, e não exige ter chegado a nenhum extremo.

Última revisão do conteúdo: 26 de agosto de 2026.

Perguntas frequentes

Quanto é uma dose padrão de álcool?

Depende do país, o que é irônico para algo chamado de padrão. No Brasil costuma-se usar quatorze gramas de etanol puro como referência, seguindo a convenção norte-americana. A Organização Mundial da Saúde e boa parte da Europa trabalham com dez gramas, e o Reino Unido usa uma unidade de oito gramas. Isso significa que uma recomendação estrangeira que fale em duas doses por dia pode corresponder a vinte, vinte e oito ou dezesseis gramas conforme a origem do texto — uma diferença de quase o dobro entre os extremos. Por isso o número de gramas é mais informativo que a contagem de doses quando se compara recomendações, e esta página mostra os dois. O que não varia é a conta: volume em mililitros, multiplicado pelo teor alcoólico e pela densidade do etanol.

Existe quantidade segura de álcool?

As recomendações vêm sendo revisadas para baixo, e vários órgãos de saúde passaram a afirmar que não existe nível isento de risco quando se considera câncer. A relação com câncer de mama, de intestino, de esôfago, de boca e de fígado aparece já em consumos considerados moderados, sem um limiar claro abaixo do qual o risco desapareça — o etanol é classificado como carcinógeno para humanos, e seu metabólito, o acetaldeído, danifica o DNA. Isso não significa que qualquer quantidade seja igualmente perigosa: a relação é dose-dependente, e beber menos reduz risco de forma proporcional. O que mudou foi o enquadramento — de procurar um limite seguro para reconhecer que o risco começa baixo e cresce continuamente, e que a decisão sobre quanto vale a pena é pessoal e informada.

Posso dirigir depois de uma dose?

Não, e esta página deliberadamente não calcula alcoolemia por causa dessa pergunta. A legislação brasileira adota tolerância zero: dirigir após consumir qualquer quantidade de álcool configura infração, e não existe um número de doses que devolva a permissão. Além do aspecto legal, há o funcional — a capacidade de reagir, julgar distância e manter atenção começa a se alterar em concentrações baixas, antes de qualquer sensação subjetiva de embriaguez, e a própria percepção de estar apto é uma das primeiras coisas afetadas. Qualquer estimativa de alcoolemia feita por fórmula carrega erro grande, porque depende de peso, composição corporal, alimentação, velocidade de consumo e variação individual no metabolismo. Se bebeu, a decisão já está tomada: outra pessoa dirige.

Café, banho frio ou comida aceleram a eliminação?

Não aceleram nada, e acreditar nisso é perigoso justamente porque muda o comportamento. O álcool é metabolizado principalmente no fígado, a uma velocidade relativamente fixa que gira em torno de uma dose padrão por hora, com variação individual — e essa velocidade não responde a café, banho frio, exercício, água ou qualquer outra intervenção popular. O que essas coisas fazem é mascarar sinais: a cafeína aumenta o estado de alerta subjetivo sem melhorar coordenação nem tempo de reação, o que produz uma pessoa desperta e igualmente incapaz de dirigir, situação mais arriscada que a sonolência que ela substituiu. Comer antes ou durante retarda a absorção e reduz o pico, o que é diferente de acelerar a eliminação — a quantidade total ainda precisa ser metabolizada.

Por que a mesma quantidade afeta pessoas de formas diferentes?

Por vários motivos que se somam, e por isso comparações entre pessoas informam pouco. O álcool se distribui na água corporal, então quem tem mais massa e maior proporção de água atinge concentrações menores com a mesma quantidade — o que explica parte da diferença média entre homens e mulheres, ao lado de diferenças na atividade das enzimas que metabolizam etanol no estômago e no fígado. Variantes genéticas nessas enzimas produzem respostas bem distintas, incluindo a que causa rubor facial intenso e é comum em populações do leste asiático. Idade, medicações em uso, estado do fígado e se a pessoa comeu completam o quadro. A consequência prática é que a mesma quantidade que passa despercebida em alguém pode ser bastante em outra pessoa.

Fórmula
Gramas de etanol = volume (ml) × teor alcoólico (%) ÷ 100 × 0,789, sendo 0,789 g/ml a densidade do etanol
Dose padrão
14 g de etanol puro, convenção usada no Brasil. A OMS e boa parte da Europa usam 10 g; o Reino Unido usa unidades de 8 g
Velocidade de eliminação
Aproximadamente uma dose padrão por hora, com variação individual relevante. Não é acelerável por nenhuma intervenção
Sobre alcoolemia
Esta página não estima concentração de álcool no sangue. O Brasil adota tolerância zero para direção, e estimativas por fórmula carregam erro grande
Sobre quantidade segura
Órgãos de saúde passaram a afirmar que não há nível isento de risco quando se considera câncer. O etanol é classificado como carcinógeno para humanos
O que a página não faz
Não avalia dependência, não estabelece limites pessoais e não substitui avaliação profissional
Publicado em
26 de agosto de 2026
Próxima revisão
fevereiro de 2027
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Aviso. Esta ferramenta é informativa. Decisões sobre consumo envolvem contexto pessoal, medicações em uso e condições de saúde — e quem quiser reduzir ou parar tem acompanhamento disponível na rede pública.