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Nutrição e Metabolismo

Vitamina D

Quanto você precisa por dia, quanto a alimentação consegue entregar de verdade — bem menos do que se imagina — e quais fatores do seu caso justificam conversar com o médico sobre o exame.

Necessidade por idade A lacuna da alimentação 9 fatores de risco Sem cadastro
Atualizado em 25 de agosto de 2026

Esta página não recomenda dose de suplemento nem tempo de exposição solar. A vitamina D se acumula no corpo e o excesso pode elevar o cálcio no sangue — a dose depende do seu nível atual e é definida por médico. Quanto ao sol, a Sociedade Brasileira de Dermatologia se posiciona contra a exposição como estratégia para obter a vitamina, pelo risco de câncer de pele.

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Por que a vitamina D é diferente das outras

A combinação desses quatro pontos explica por que a vitamina D virou assunto tão comum em consulta: a comida não dá conta sozinha, o sol tem contraindicação dermatológica, e a suplementação — que costuma ser a solução — precisa de dose ajustada. Não é um caso de resolver em casa.

Última revisão do conteúdo: 25 de agosto de 2026.

Perguntas frequentes

Dá para atingir a necessidade só com comida?

É difícil, e essa é a característica que separa a vitamina D das outras. Pouquíssimos alimentos a contêm em quantidade relevante — peixes gordurosos são a única fonte realmente concentrada, e o restante da lista entrega quantidades modestas. Uma alimentação brasileira comum costuma fornecer bem menos que a metade da necessidade diária, e alcançar o valor de referência exigiria comer peixe gorduroso quase todos os dias, algo que quase ninguém faz. Em vários países isso é compensado pela fortificação obrigatória de leite e derivados, prática que no Brasil não tem a mesma abrangência. Por isso a comida é uma parte da resposta, não a resposta inteira.

Quanto sol eu preciso tomar?

Não existe uma prescrição segura que uma página possa dar, e vale entender por quê. A síntese depende de índice ultravioleta, horário, latitude, estação, área de pele exposta, idade e quantidade de melanina — variáveis que mudam de pessoa para pessoa e de dia para dia. Além disso, a mesma radiação que produz vitamina D é a que causa dano ao DNA da pele, e a Sociedade Brasileira de Dermatologia se posiciona contra a exposição solar como estratégia para obter a vitamina, justamente porque o Brasil tem índices ultravioleta altos e incidência elevada de câncer de pele. A orientação de consenso é manter a fotoproteção e resolver a vitamina D por avaliação médica, com alimentação e, quando indicado, suplementação.

Posso suplementar por conta própria?

Não é uma boa ideia, por dois motivos. O primeiro é que a vitamina D é lipossolúvel e se acumula no organismo — ao contrário das vitaminas hidrossolúveis, o excesso não é simplesmente eliminado pela urina. Doses altas mantidas por tempo podem elevar o cálcio no sangue e causar náusea, fraqueza, confusão, cálculos renais e, em casos graves, lesão renal. Os relatos de intoxicação vêm quase sempre de suplementação por conta própria em doses muito acima do limite. O segundo motivo é que a dose apropriada depende do seu nível atual, do peso, da causa da deficiência e de outros medicamentos em uso — informações que só aparecem numa avaliação. Suplementar é comum e frequentemente indicado; decidir sozinho quanto tomar é que não.

Quem deveria fazer o exame?

Não é uma dosagem de rastreamento para toda a população, e sociedades médicas têm sido explícitas quanto a isso — pedir para todo mundo gera custo e ansiedade sem benefício demonstrado. O exame faz sentido quando existem fatores de risco ou situações que mudam a conduta: idade avançada, osteoporose ou fratura por fragilidade, doenças que prejudicam a absorção, cirurgia bariátrica, doença renal ou hepática, uso de medicamentos que interferem no metabolismo da vitamina, pouca exposição solar por rotina ou vestimenta, e obesidade. Sintomas inespecíficos como cansaço não são, sozinhos, motivo suficiente. Quem decide é o médico que conhece o quadro.

Protetor solar impede a produção de vitamina D?

Em laboratório, sim; na prática, muito menos do que se imagina. Testes controlados com aplicação perfeita mostram redução importante da síntese, mas estudos observacionais em usuários regulares não encontram a deficiência que essa lógica preveria. A explicação é simples: quase ninguém aplica a quantidade recomendada nem reaplica no intervalo correto, e áreas como mãos, pescoço e orelhas costumam ficar descobertas. Ou seja, a proteção real deixa passar radiação suficiente para alguma síntese. De qualquer forma, a recomendação dermatológica não muda — o risco de dano cutâneo é certo e o ganho de vitamina D é incerto, então a fotoproteção se mantém e a vitamina se resolve por outro caminho.

Necessidade diária
600 UI de 1 a 70 anos · 800 UI acima de 70 · 400 UI no primeiro ano de vida
Gestação e amamentação
600 UI por dia
Limite superior
4000 UI por dia para adultos, sem acompanhamento médico
Conversão
1 µg = 40 UI
Fontes alimentares
Valores aproximados e muito variáveis conforme origem, criação e fortificação
Posição dermatológica
A Sociedade Brasileira de Dermatologia não recomenda exposição solar como estratégia para obter vitamina D
Publicado em
25 de agosto de 2026
Próxima revisão
fevereiro de 2027
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Aviso. Esta ferramenta é informativa e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento. Ela não indica dose de suplemento, não interpreta exames e não recomenda exposição solar. Deficiência de vitamina D é diagnosticada por exame e tratada com dose definida por médico.