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Nutrição e Metabolismo

Proteína Diária

Quantos gramas por dia, conforme o que você quer da proteína. O resultado sai como faixa e vem traduzido em comida de verdade — porque saber que precisa de 130 g não ajuda muito sem saber quanto isso é de frango, ovo ou feijão.

5 objetivos Equivalente em alimentos Divisão por refeição Sem cadastro
Atualizado em 25 de agosto de 2026

Se você tem doença renal, este cálculo não se aplica. Na doença renal crônica a proteína é deliberadamente restringida, e o limite diário é definido pelo nefrologista de acordo com o estágio — normalmente bem abaixo de qualquer valor calculado aqui. O mesmo vale para doença hepática avançada e para quem faz diálise, que segue orientação própria.

Seus dados

kg
cm

Se informada, a página avisa quando o cálculo por peso total tende a superestimar.

Acrescenta cerca de 10% ao alvo, pela menor completude e aproveitamento das fontes vegetais.

Qual é o seu objetivo

Por que existem números tão diferentes por aí

A confusão vem de misturar recomendações que respondem a perguntas diferentes:

Em pessoas com obesidade, calcular por peso total tende a superestimar, porque o tecido adiposo tem pouca demanda proteica. Nesses casos a prática clínica costuma usar o peso ajustado ou o peso ideal como base — é um ajuste que o nutricionista faz caso a caso.

Última revisão do conteúdo: 25 de agosto de 2026.

Perguntas frequentes

Preciso mesmo de toda essa proteína?

Depende do que você quer dela, e a diferença entre os números explica muita confusão. O valor de referência oficial, de oito décimos de grama por quilo, responde a uma pergunta específica: qual a quantidade mínima que evita deficiência na quase totalidade da população saudável. Não é a quantidade que otimiza ganho de massa, preserva músculo durante emagrecimento ou protege contra perda muscular no envelhecimento — para essas finalidades a literatura aponta valores bem maiores. Quem só quer não ter carência está bem servido com o mínimo. Quem treina, está emagrecendo ou passou dos sessenta se beneficia de mais.

Muita proteína faz mal para o rim?

Em quem tem rins saudáveis, não há evidência de que ingestões elevadas causem dano renal — essa associação vem de uma inversão de causa e efeito. Ela nasceu da observação correta de que pessoas com doença renal já instalada precisam reduzir proteína, e virou o mito de que proteína provoca a doença. Estudos acompanhando praticantes de musculação com ingestões altas por períodos longos não encontraram deterioração de função renal em pessoas saudáveis. A exceção é real e importante: quem já tem doença renal crônica recebe um limite individual de proteína do nefrologista, e nesse caso o número desta página não se aplica de jeito nenhum.

Preciso de whey ou dá para atingir com comida?

Dá para atingir com comida na esmagadora maioria dos casos, e é o que a maior parte das pessoas deveria fazer. Um prato brasileiro comum de arroz, feijão, carne e ovo já entrega bastante proteína, e alcançar valores altos exige apenas atenção à distribuição, não pó. Suplementos de proteína são alimento em forma prática — resolvem conveniência, não fisiologia. Eles fazem sentido quando o horário aperta, quando o apetite não acompanha ou quando o alvo é muito alto para o volume de comida que a pessoa consegue comer. Nenhum deles é superior à mesma quantidade de proteína vinda de frango, ovo ou feijão com arroz.

Faz diferença dividir a proteína entre as refeições?

Faz, principalmente para quem treina e para pessoas mais velhas. O estímulo de construção muscular responde melhor a quantidades adequadas repetidas ao longo do dia do que a uma única refeição enorme — há um patamar por refeição a partir do qual o efeito não cresce proporcionalmente. Na prática isso significa distribuir em três ou quatro momentos com quantidades parecidas, em vez de comer quase nada de manhã e uma porção gigante no jantar. Para quem apenas quer evitar deficiência, a distribuição importa pouco e o total do dia é o que conta. Para hipertrofia e para preservação de massa em idosos, importa bastante.

Proteína vegetal vale a mesma coisa?

Vale, com dois ajustes. O primeiro é de quantidade: proteínas vegetais isoladas costumam ser menos completas em aminoácidos essenciais e um pouco menos aproveitadas pelo organismo, então dietas vegetarianas e veganas geralmente trabalham com um acréscimo em torno de dez por cento sobre o alvo. O segundo é de combinação: arroz com feijão, o prato mais brasileiro que existe, é um exemplo clássico de complementação — os aminoácidos que faltam num estão no outro. Não é preciso combinar dentro da mesma refeição, basta que a variedade apareça ao longo do dia. Soja, grão-de-bico, lentilha, quinoa e derivados de soja são as fontes mais densas.

Referência mínima
0,8 g/kg/dia — valor de ingestão recomendada para adultos saudáveis
Treino de força
1,6 a 2,2 g/kg/dia — faixa de consenso na literatura de nutrição esportiva
Idosos
1,0 a 1,2 g/kg/dia, subindo em situações de doença — recomendações de sociedades de geriatria e nutrição clínica
Emagrecimento
1,6 a 2,4 g/kg/dia, para preservação de massa magra em restrição energética
Valores dos alimentos
Aproximados, por 100 g do alimento pronto. Tabelas como a TACO trazem os valores exatos por preparo
Publicado em
25 de agosto de 2026
Próxima revisão
fevereiro de 2027
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Aviso. Esta ferramenta é informativa e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento. Pessoas com doença renal, hepática ou em diálise seguem o limite proteico definido pela equipe de saúde. Planos alimentares individuais são atribuição de nutricionista ou médico.