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Nutrição e Metabolismo

Carga Glicêmica

Monte uma refeição e veja o impacto real dela sobre a glicemia. Índice glicêmico sozinho engana: a melancia tem índice alto e carga baixa, o macarrão tem índice moderado e carga alta. É a porção que decide.

15 alimentos brasileiros Índice × carga Refeição montada Sem cadastro
Atualizado em 25 de agosto de 2026

Estes valores foram medidos com alimentos isolados, em jejum. Na vida real quase ninguém come assim — proteína, gordura e fibra na mesma refeição suavizam bastante a curva. Trate o número como o cenário sem acompanhamento, ou seja, o pior caso. Quem tem diabetes segue a contagem de carboidratos e o plano da equipe de saúde, que isto não substitui.

Monte a refeição

Toque nos botões para somar porções. Os valores por porção estão em cada linha.

Índice alto não significa carga alta

Os quatro quadrantes mostram que as duas medidas discordam com frequência. Os alimentos que você marcou aparecem coloridos.

Índice baixo · Carga baixa

Tranquilos por qualquer critério

Índice baixo · Carga alta

Absorvem devagar, mas a porção concentra muito carboidrato

Índice alto · Carga baixa

Os injustiçados — fama ruim, impacto pequeno

Índice alto · Carga alta

Sobem rápido e em quantidade

Corte usado: índice acima de 55 é considerado alto; carga acima de 10 por porção é considerada alta.

Vale um lembrete que estudos com monitorização contínua deixaram evidente: a resposta glicêmica é bastante individual. Duas pessoas comendo exatamente a mesma refeição podem apresentar curvas diferentes, então tabelas descrevem médias de população e não o seu caso específico.

Última revisão do conteúdo: 25 de agosto de 2026.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre índice e carga glicêmica?

O índice mede a qualidade do carboidrato; a carga mede o impacto da porção real. O índice glicêmico compara sempre cinquenta gramas de carboidrato de um alimento com cinquenta gramas de glicose pura — uma padronização de laboratório que ignora quanto carboidrato há numa porção de verdade. Para chegar a cinquenta gramas de carboidrato de melancia seria preciso comer mais de setecentos gramas de fruta, algo que ninguém faz. A carga glicêmica corrige isso multiplicando o índice pela quantidade de carboidrato que você realmente vai comer, e por isso descreve melhor o que acontece com a glicemia depois da refeição.

A melancia tem índice glicêmico alto. Devo evitar?

Não, e ela é o exemplo clássico de por que o índice sozinho confunde. A melancia tem índice alto porque o pouco carboidrato que possui é absorvido rápido, mas ela é composta majoritariamente por água — uma fatia comum traz cerca de onze gramas de carboidrato, o que resulta numa carga glicêmica baixa. O mesmo padrão aparece na cenoura cozida, que carrega fama injusta pelo mesmo motivo. No sentido inverso, o macarrão tem índice moderado e ainda assim gera carga considerável, porque a porção habitual concentra bastante carboidrato. É a porção que decide, não o rótulo do índice.

O que muda o índice glicêmico de um mesmo alimento?

Bastante coisa, o que explica por que tabelas diferentes trazem números diferentes para o mesmo item. A maturação conta: banana bem madura tem índice consideravelmente maior que a de vez. O preparo também — quanto mais cozido e macio o amido, mais rápida a digestão, então macarrão al dente responde diferente de macarrão passado do ponto. Curiosamente, esfriar arroz ou batata depois de cozidos forma amido resistente e reduz a resposta glicêmica, efeito que se mantém em parte mesmo se o alimento for reaquecido. O grau de processamento pesa muito: quanto mais fina a farinha e mais quebrada a estrutura, mais rápida a absorção.

Comer junto com proteína, gordura ou fibra muda o resultado?

Muda, e essa é a limitação mais importante desta calculadora. Índice e carga glicêmica foram medidos com alimentos isolados, consumidos sozinhos e em jejum — uma condição que quase não existe fora do laboratório. Na vida real, proteína e gordura retardam o esvaziamento do estômago e a fibra forma uma barreira física, de modo que a mesma quantidade de carboidrato produz uma curva mais suave quando vem acompanhada. É por isso que arroz com feijão, carne e salada se comporta melhor que a mesma porção de arroz sozinho. Trate o número desta página como o cenário sem acompanhamento, ou seja, o pior caso.

Isso serve para quem tem diabetes?

Serve como informação complementar, nunca como o método principal. O controle do diabetes se apoia na contagem de carboidratos totais, no ajuste de medicação ou insulina conforme o plano do médico, e na monitorização da glicemia — três coisas que carga glicêmica não substitui. Além disso, a resposta individual varia muito: duas pessoas comendo exatamente a mesma refeição podem apresentar curvas bem diferentes, o que estudos com monitorização contínua deixaram claro. Quem tem diabetes e quer entender o efeito de um alimento específico tem uma ferramenta melhor à disposição do que qualquer tabela: medir a própria glicemia antes e depois, conversando com a equipe sobre como interpretar.

Fórmula
Carga glicêmica = índice glicêmico × carboidrato da porção ÷ 100
Classificação por porção
Carga baixa até 10 · média de 11 a 19 · alta a partir de 20
Classificação da refeição
Baixa até 20 · moderada de 21 a 35 · alta acima de 35
Índice glicêmico
Baixo até 55 · médio de 56 a 69 · alto a partir de 70
Valores dos alimentos
Aproximados, de tabelas internacionais de índice glicêmico. Variam com variedade, maturação e preparo
Publicado em
25 de agosto de 2026
Próxima revisão
fevereiro de 2027
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Aviso. Esta ferramenta é informativa e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento. Quem tem diabetes ou pré-diabetes segue o plano alimentar e o esquema de medicação definidos pela equipe de saúde. Carga glicêmica não substitui contagem de carboidratos nem monitorização de glicemia.