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Esporte

Previsão de Tempo de Prova

A partir de um resultado que você já tem, a estimativa para as outras distâncias. Cada previsão vem com um indicador de confiabilidade — porque o tamanho do salto entre distâncias importa mais que a fórmula, e a maratona é um caso à parte.

Fórmula de Riegel Confiabilidade por salto Gráfico log-log Sem cadastro
Atualizado em 26 de agosto de 2026

A previsão de maratona costuma ser otimista demais. O expoente da fórmula foi ajustado com resultados de corredores de alto nível; entre recreativos, tempos reais de maratona ficam com frequência de 5 a 10% acima do previsto — e às vezes bem mais. Trate a previsão de maratona como o melhor cenário possível, nunca como alvo de ritmo.

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Quanto maior o expoente, mais lenta a previsão para distâncias longas.

Como usar sem se decepcionar

Antes de mirar distâncias longas. Aumentar volume rápido demais é a principal causa de lesão em corredores, e provas longas exigem preparação de meses. Quem está começando, retomando após período parado ou tem condição cardiovascular conhecida deve buscar avaliação antes de treinar para meia maratona ou maratona.

Última revisão do conteúdo: 26 de agosto de 2026.

Perguntas frequentes

A previsão de maratona costuma errar para qual lado?

Quase sempre para o lado otimista, e essa é a falha mais conhecida da fórmula. O expoente original foi ajustado a partir de resultados de corredores de alto nível, gente que treina volume alto e distribui ritmo com precisão. Corredores recreativos desviam desse padrão exatamente na maratona: análises de bases grandes de resultados mostram tempos reais mais lentos que o previsto, com frequência de cinco a dez por cento acima, e às vezes bem mais. Em números concretos, isso significa que uma previsão de três horas e trinta pode virar três horas e cinquenta na prática. A recomendação prática é tratar a previsão de maratona como o cenário mais favorável possível, e não como alvo de ritmo.

Por que a maratona é tão diferente das outras distâncias?

Porque um fator entra em jogo que simplesmente não existe nas provas curtas: o esgotamento das reservas de carboidrato. O organismo armazena glicogênio suficiente para algo em torno de noventa a cento e vinte minutos de esforço intenso, e a maratona ultrapassa isso na maioria das pessoas — daí o fenômeno de bater na parede, com queda abrupta de ritmo depois do trigésimo quilômetro. Nenhuma fórmula de equivalência modela isso, porque ela descreve apenas a relação matemática entre distância e tempo. Some-se o desgaste muscular acumulado, a desidratação e as questões digestivas que aparecem em provas longas, e fica claro por que a maratona é a distância em que qualquer previsão erra mais.

A partir de qual distância a previsão fica confiável?

A confiabilidade depende menos da distância em si e mais do tamanho do salto entre elas. Previsões entre distâncias vizinhas funcionam bem: prever dez quilômetros a partir de cinco, ou meia maratona a partir de dez, costuma errar pouco. O problema aparece quando o salto é grande — usar um resultado de cinco quilômetros para prever maratona significa multiplicar a distância por mais de oito, e cada dobra amplifica o desvio. Uma regra prática razoável é confiar em previsões dentro de um fator de duas a três vezes a distância de referência, e tratar tudo além disso como indicação vaga. Para maratona, o melhor preditor disponível é um resultado recente de meia maratona.

O que a fórmula assume sobre o meu treino?

Assume que você está igualmente preparado para as duas distâncias, e esse pressuposto silencioso é responsável por boa parte das frustrações. A equivalência descreve o que um mesmo corredor faria em provas diferentes se estivesse adequadamente treinado para cada uma — não o que alguém treinado só para cinco quilômetros faria numa maratona. Quem corre distâncias curtas rápido mas nunca ultrapassou quinze quilômetros nos treinos não tem a adaptação necessária para sustentar ritmo por mais de três horas, e nenhuma conta compensa isso. Por outro lado, quem acumula volume alto costuma superar a previsão nas distâncias longas, porque a resistência específica que desenvolveu não aparece nos tempos curtos.

Posso prever meu 5 km a partir da maratona?

Pode, e curiosamente esse sentido costuma ser mais confiável que o contrário. A razão é que os fatores que sabotam a previsão para cima — esgotamento de glicogênio, desgaste muscular acumulado, problemas digestivos — não têm equivalente na direção oposta. Quem completou uma maratona já demonstrou a base aeróbica necessária, e a previsão de uma prova curta a partir dela tende a ser conservadora, ou seja, o corredor frequentemente supera o tempo estimado. A ressalva é que provas curtas exigem uma qualidade que a maratona não desenvolve: velocidade e tolerância a ritmo alto. Sem trabalho específico nisso, o resultado pode ficar próximo da previsão em vez de superá-la.

Fórmula
Riegel: T₂ = T₁ × (D₂ ÷ D₁)^expoente
Expoente
1,06 no ajuste original, derivado de resultados de alto nível. Valores de 1,10 a 1,15 aproximam melhor corredores recreativos em distâncias longas
Confiabilidade
Boa dentro de um fator de 2 a 3 vezes a distância de referência. Cai rápido além disso
Pressuposto silencioso
Preparação equivalente para as duas distâncias. A fórmula não sabe o que você treinou
Limite conhecido
Não modela esgotamento de glicogênio, que ocorre tipicamente entre 90 e 120 minutos de esforço intenso e domina o desfecho da maratona
O que a página não faz
Não prescreve ritmo de prova, não monta plano de treino e não considera altimetria, calor ou vento
Publicado em
26 de agosto de 2026
Próxima revisão
fevereiro de 2027
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Aviso. Esta ferramenta é informativa e não substitui orientação de profissional de educação física. Preparação para provas longas exige progressão gradual de volume, e aumentos rápidos são a principal causa de lesão em corredores.