Onde exatamente passa a fita em cada medida?
No pescoço, logo abaixo do pomo de adão, com a fita levemente inclinada para a frente e os ombros relaxados sem levantá-los. Na cintura, na altura do umbigo para homens e na parte mais estreita do tronco para mulheres, ao final de uma expiração normal e sem prender a barriga. No quadril, na parte mais larga dos glúteos, com a fita paralela ao chão. Em todas elas a fita encosta na pele sem comprimir: se marcar a pele, está apertada demais e o resultado sai errado.
Quão preciso é esse número comparado a um exame?
A margem de erro típica é de três a quatro pontos percentuais para mais ou para menos em relação a um DEXA, que é o padrão de referência. Isso significa que um resultado de 22% descreve alguém que provavelmente está entre 18% e 26% — uma faixa larga o suficiente para atravessar duas categorias. O método foi construído para triagem rápida em larga escala, não para precisão individual, e tende a errar mais em pessoas muito magras, muito obesas ou com distribuição de gordura fora do padrão da amostra original.
O que o percentual de gordura não mostra?
Onde a gordura está guardada, que é justamente o que mais importa para risco cardiovascular. Duas pessoas com os mesmos 25% podem ter situações metabólicas bem diferentes se uma acumula gordura visceral, em volta dos órgãos, e a outra acumula gordura subcutânea nos quadris e coxas. O número também não diz nada sobre condicionamento, força, densidade óssea ou qualidade da alimentação. Ele é uma fatia da fotografia, não a fotografia inteira.
Por que deu diferente da balança de bioimpedância da academia?
Porque os dois métodos medem coisas distintas. A fita mede circunferências e aplica uma equação estatística; a balança de bioimpedância envia uma corrente fraca pelo corpo e estima a composição pela resistência encontrada, o que depende muito do seu estado de hidratação. Beber água, treinar, comer ou estar menstruada muda o resultado da bioimpedância no mesmo dia, às vezes em vários pontos. Nenhum dos dois é o valor verdadeiro — o mais útil é escolher um método e repetir sempre nas mesmas condições.
Faz diferença o horário em que eu meço?
Faz, principalmente na cintura. Ao longo do dia o abdômen distende com alimentação e gases, e a diferença entre a primeira hora da manhã e o fim da tarde chega facilmente a dois centímetros — o que muda o percentual em cerca de um ponto. A postura também influencia: medir sentado ou com o abdômen contraído altera tudo. Para acompanhar evolução ao longo de semanas, meça sempre de manhã, em jejum, depois de ir ao banheiro e em pé relaxado.