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Coração e Circulação

Classificação da Pressão Arterial

Onde os seus valores caem nas faixas usadas no Brasil, com média de até três medidas e um mapa que mostra as duas dimensões ao mesmo tempo. O que esta página não faz é diagnosticar — isso exige medidas repetidas em ocasiões diferentes.

Até 3 medidas Mapa bidimensional Faixas brasileiras Sem cadastro
Atualizado em 25 de agosto de 2026

Uma medida não diagnostica hipertensão. A pressão oscila com dor, ansiedade, café, cigarro, bexiga cheia e até com a posição do braço. O diagnóstico exige valores elevados em ocasiões diferentes, com técnica adequada, e costuma se apoiar em medidas fora do consultório. Nunca ajuste ou interrompa medicação por conta própria a partir de um número visto aqui.

Suas medidas

Informe uma medida ou até três, com um minuto de intervalo entre elas. Se der três, a página calcula a média — que é o que as diretrizes recomendam usar.

SistólicaDiastólica
1ª medidaobrigatória
mmHg
mmHg
2ª medidaopcional
mmHg
mmHg
3ª medidaopcional
mmHg
mmHg

Sentado, cinco minutos de repouso antes, costas apoiadas, pés no chão, braço na altura do coração e sem conversar durante a medição.

O que altera a medida sem alterar sua pressão

Boa parte das leituras assustadoras vem de técnica, não de doença:

Por isso as diretrizes pedem várias medidas em dias diferentes, e não uma leitura decisiva. Um registro caseiro feito por uma semana, de manhã e à noite, vale muito mais numa consulta do que qualquer valor isolado — inclusive do que este.

Última revisão do conteúdo: 25 de agosto de 2026.

Perguntas frequentes

Uma medida alta significa que tenho hipertensão?

Não significa, e é importante que não signifique. A pressão arterial oscila naturalmente ao longo do dia e responde a dor, ansiedade, café, cigarro, bexiga cheia, conversa durante a medição e até à posição do braço. O diagnóstico exige valores elevados em pelo menos duas ou três ocasiões diferentes, com técnica adequada, e cada vez mais se apoia em medidas fora do consultório: a monitorização ambulatorial de vinte e quatro horas ou o registro residencial ao longo de vários dias. Uma leitura isolada serve para levantar a suspeita e motivar a investigação, nunca para fechar a conclusão nem para começar tratamento.

Como medir corretamente em casa?

A técnica influencia mais o resultado do que a maioria imagina. Fique sentado por cinco minutos antes, com as costas apoiadas, pernas descruzadas e pés no chão. O braço precisa estar apoiado na altura do coração, e o manguito deve ser do tamanho certo — braçadeira pequena demais num braço largo superestima bastante. Não converse durante a medição, não meça logo após café, cigarro, exercício ou com vontade de urinar. Faça duas ou três medidas com um minuto de intervalo e use a média, descartando a primeira se ela vier bem acima das seguintes. Aparelhos de braço validados são preferíveis aos de pulso, que erram com mais facilidade.

Por que na farmácia dá diferente do consultório?

Porque o contexto altera a pressão de verdade, e isso tem nomes próprios na clínica. O efeito do avental branco descreve quem apresenta valores elevados diante de profissionais de saúde e normais fora dali — um fenômeno comum, que não deve ser tratado como se fosse hipertensão sustentada. Existe também o oposto, chamado de hipertensão mascarada: a pessoa registra valores normais no consultório e elevados no dia a dia, situação que passa despercebida e carrega risco real. É justamente por causa desses dois padrões que as diretrizes recomendam medidas fora do consultório para confirmar o diagnóstico. Diferenças entre aparelhos e técnicas de medição também contribuem.

Por que algumas fontes falam em 130 por 80 e outras em 140 por 90?

Porque há mais de um conjunto de diretrizes em circulação e eles discordam nesse ponto. Uma diretriz americana publicada em 2017 rebaixou o limite de hipertensão para cento e trinta por oitenta, ampliando bastante o número de pessoas classificadas como hipertensas. As diretrizes europeias e as brasileiras mantiveram o limite em cento e quarenta por noventa, classificando a faixa intermediária como pressão normal alta, que pede acompanhamento e mudanças de estilo de vida mas não necessariamente medicação. Esta página usa o esquema adotado no Brasil. A divergência é sobre onde traçar a linha, não sobre a direção: quanto mais baixa a pressão, dentro do razoável, menor o risco cardiovascular.

O que fazer se o valor estiver muito alto?

Depende de haver ou não sintomas, e essa distinção é o que separa uma urgência de uma emergência. Valores muito elevados acompanhados de dor no peito, falta de ar, alteração da fala ou da visão, fraqueza de um lado do corpo, confusão mental ou dor de cabeça súbita e intensa configuram emergência: é caso de acionar o SAMU pelo 192 ou ir ao pronto-socorro imediatamente. Valores muito elevados sem nenhum sintoma pedem outra conduta — repousar alguns minutos, repetir a medição com técnica correta e procurar avaliação médica no mesmo dia ou no dia seguinte. O que não se deve fazer em nenhum dos casos é tomar medicação por conta própria ou dobrar a dose habitual para baixar rápido.

Faixas usadas
Esquema adotado no Brasil e nas diretrizes europeias, com limite de hipertensão em 140/90 mmHg
Regra de classificação
Vale a categoria mais alta entre sistólica e diastólica
Média
Quando há mais de uma medida, a classificação usa a média — conforme recomendam as diretrizes
Divergência conhecida
A diretriz americana de 2017 usa 130/80 como limite de hipertensão. Esta página não adota esse corte
O que a página não faz
Não diagnostica, não avalia risco cardiovascular global e não indica nem ajusta medicação
Publicado em
25 de agosto de 2026
Próxima revisão
fevereiro de 2027
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Aviso. Esta ferramenta é informativa e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento. Hipertensão arterial é diagnosticada por médico, com medidas repetidas e avaliação do quadro completo. Não inicie, ajuste nem interrompa medicação a partir de resultados obtidos aqui.