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Bebê e Criança

Água para Crianças

Necessidade diária de líquidos pelo peso, com a regra clássica da pediatria decomposta em suas três faixas. E uma informação que muda tudo: esse total não é de água pura — boa parte vem da comida.

Holliday-Segar 3 faixas de peso Ajuste para calor e febre Sem cadastro
Atualizado em 25 de agosto de 2026

Bebê com menos de 6 meses não recebe água

Nem em dias quentes. O leite materno é composto majoritariamente por água e supre toda a necessidade; o mesmo vale para a fórmula preparada na diluição correta.

Oferecer água nessa idade traz dois problemas. A água ocupa espaço num estômago pequeno e desloca o leite, reduzindo nutrientes. E o excesso de água em relação aos eletrólitos pode derrubar o sódio no sangue — quadro que causa convulsões.

A água entra junto com a introdução alimentar, por volta dos 6 meses, em pequenas quantidades e oferecida no copo.

Dados da criança

kg

Febre e calor aumentam a perda de água. Diarreia e vômitos são caso à parte — veja abaixo.

Diarreia e vômitos são caso à parte

Nessas situações a perda é rápida e não é só de água — vão embora também eletrólitos, e repor apenas líquido não resolve:

Procure atendimento sem esperar se houver recusa persistente de líquidos, vômitos que impedem beber, sonolência incomum, ausência de urina por muitas horas, olhos fundos, moleira deprimida ou sangue nas fezes. Em bebês pequenos, a desidratação se instala em poucas horas.

Última revisão do conteúdo: 25 de agosto de 2026.

Perguntas frequentes

Bebê com menos de 6 meses precisa tomar água?

Não precisa e não deve. O leite materno é composto majoritariamente por água e supre integralmente a necessidade de líquidos, inclusive em dias quentes; o mesmo vale para a fórmula infantil preparada na diluição correta. Oferecer água a um bebê nessa idade traz dois problemas. O primeiro é que o estômago é pequeno: a água ocupa espaço e desloca o leite, reduzindo a ingestão de nutrientes e podendo comprometer o ganho de peso. O segundo é mais grave: o excesso de água em relação aos eletrólitos pode derrubar o sódio no sangue, quadro que causa convulsões e já levou bebês a internação. A introdução de água acompanha a introdução alimentar, por volta dos seis meses, em pequenas quantidades.

Esse total é só de água pura?

Não, e essa confusão faz muita família achar que está fracassando. O valor calculado representa o total de líquidos que a criança precisa ao longo do dia, e boa parte dele chega por outras vias: leite, sopas, frutas, iogurte, feijão, arroz e praticamente todos os alimentos contêm água. Frutas e legumes chegam a ser compostos por mais de oitenta por cento de água. Na prática, a quantidade de água pura a oferecer é bem menor que o número total — algo em torno de metade a dois terços dele, dependendo do que a criança come. É por isso que perseguir o total em copos de água costuma ser desnecessário e, em crianças pequenas, até contraproducente.

Como sei se meu filho está bebendo pouco?

O indicador mais prático é a urina: clara e frequente sugere hidratação adequada, enquanto urina escura e concentrada, ou muito espaçada, sugere o contrário. Em bebês que usam fralda, o número de trocas com fralda molhada funciona bem. Outros sinais de alerta aparecem quando a desidratação já está instalada: boca e lábios secos, ausência de lágrimas ao chorar, olhos fundos, moleira deprimida em bebês, sonolência incomum e pele que demora a voltar ao normal depois de beliscada de leve. Crianças pequenas nem sempre pedem água, então oferecer com regularidade funciona melhor do que esperar que peçam — sobretudo em dias quentes e durante brincadeiras intensas.

Criança com febre ou diarreia precisa de mais líquido?

Precisa, e nesses casos a conta habitual deixa de bastar. Febre aumenta a perda de água pela respiração e pela pele, e vômitos e diarreia provocam perdas rápidas que podem levar à desidratação em poucas horas, especialmente em bebês. O ponto importante é que, em diarreia, repor apenas água não resolve — junto com o líquido perdem-se eletrólitos, e a reposição adequada é feita com soro de reidratação oral, distribuído gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. Refrigerantes, sucos e bebidas esportivas não substituem o soro e podem piorar a diarreia. Recusa persistente de líquidos, vômitos que impedem beber ou sinais de desidratação exigem atendimento sem esperar.

Suco conta como líquido?

Conta como líquido, mas não é uma boa forma de oferecê-lo, e as recomendações atuais são bem mais restritivas do que a prática comum. Antes de um ano, suco não deve ser oferecido, nem natural — a fruta inteira ou amassada é preferível, porque mantém a fibra e não acostuma o paladar ao doce concentrado. Depois disso, quando oferecido, a orientação é limitar a quantidade e preferir sempre a fruta. O problema não é a água do suco: é o açúcar em forma líquida, que se associa a cárie e a substituição de alimentos mais nutritivos. Para hidratar, água é a melhor opção em qualquer idade acima de seis meses, e leite cumpre parte do papel nos menores.

Fórmula
Regra de Holliday-Segar: 100 ml/kg para os primeiros 10 kg, 50 ml/kg dos 10 aos 20 kg e 20 ml/kg acima de 20 kg
O que o total representa
Líquidos de todas as fontes, incluindo leite, sopas e a água contida nos alimentos
Ajustes
Aproximadamente +15% em calor intenso ou atividade física e +25% com febre
Menores de 6 meses
Não recebem água. Leite materno ou fórmula suprem integralmente a necessidade
Diarreia e vômitos
Situação distinta. A reposição é feita com soro de reidratação oral, não apenas com água
O que a página não faz
Não calcula reposição de perdas, não indica volume de soro e não substitui avaliação em quadros agudos
Publicado em
25 de agosto de 2026
Próxima revisão
fevereiro de 2027
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Aviso. Esta ferramenta é informativa e não substitui consulta pediátrica. A regra estima necessidade de manutenção em crianças saudáveis e não se aplica a quadros agudos, doença renal, cardíaca ou outras condições que alterem o manejo de líquidos.